quarta-feira, 29 de abril de 2026

DAS MIGRAÇÕES PARA O OESTE DO PARANÁ


 


 A NOSSA VIAGEM DE CIRÍACO PARA MATELÂNDIA -OESTE DO PARANÁ


Ely Seganfredo Cericato conta como foi a migração de Ciriaco para Matelândia, PR, ano 1966.

 

 

 Eu, Arlindo e o sogro  viemos de ônibus com uma mala. As outras roupas foram trazidas  em uma   caixa de madeira juntamente com a mudança de uma outra familia não lembro o nome mas penso   que era parente dos Oro

 

A estrada era de terra e o ônibus  demorava muito. Passamos a balsa sobre o rio Iguaçu  na estrada do colono,  que foi fechada anos depois para proteger o parque do Iguaçu.

. Chegamos à Medianeira e compramos um fogão, 2 camas com colchões de capim , mesa e umas cadeiras de palha uns pratos e 2 panelas uns talheres de latão  . O sogro dizia “-tem que ser dos mais baratos”

]

Não sei que horas era quando  o caminhãozinho do Mario Oro levou a gente no sítio do Bananal onde o rancho, - aquele da foto-, estava quase pronto. As tábuas do assoalho não  estavam ainda pregadas, então  o Arlindo    e o sogro ficaram  por dois dias  pregando.  Nestes dias fomos almoçar  na casa da família do Dionísio e da Josefina Berlanda. Que distava 300 m da nossa

 O sogro Guerino Cericato tinha deixado um alqueire de terra perto de onde foi feita a casa para o Dionísio cultivar.  Então quando chegamos tinha uma linda roça de arroz e feijão de corda ali.

..Os Berlanda falaram que eu podia pegar as vagens para cozinhar.

Havia uma vertente de água que passava a uns 15 m da casa. O Arlindo fez ali uma fonte rodeada com pedras, como faziam os agricultores em Ciríaco , inclusive meu pai. A água era para uso doméstico e colocou também uma casca de coqueiro bem grossa por onde escorria a água para um tanque  em madeira onde eu lavava roupas.

. Os vizinhos eram solidários, nos trouxeram uma galinha com pintinhos .outro uma porquinha, um senhor   chamado Laurindo Squinalli emprestou uma vaquinha de leite.

Eu tinha tanto medo  de cobras que gritava quando me assustava.  

 

Tinha ali muitos moradores na vila do Bananal , devido ao cultivo de café , plantação de bananas e outras frutas  que vendiam em Cascavel e Foz do Iguaçu.

 

A vila Bananal distava   quase 3 km de nosso rancho. Eu já havia lecionado 5 anos no RG e então fui  com a papelada na mão e  caminhei 13 km a pé para ir na prefeitura de Matelândia  ver se tinha vaga no Bananal para lecionar. Na mesma semana teve um concurso municipal em Matelândia, fiz e passei.

Lecionei lá 14 anos. Muito sofrido, mudamos. Depois  para Matelândia em 1981   Compramos uma casa e eu lecionava em escola com muitas salas  mas só uma classe, , porém entre Rio Grande do sul  e no Paraná na vila do Bananal  e Matelândia foram 19 anos com classes multisseriadas, ou seja da primeira à quarta série os alunos em uma sala só.Aqui tivemos nossos filhos e netos e um bisneto. Agora esta região é muito rica e desenvolvida.

Depois foi melhorando e lecionei em escola maior até os 70 anos de idade.









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