quarta-feira, 13 de maio de 2026

PARÓQUIA SANTA TERESINHA DE CIRÍACO- UMA IGREJA CONSTRUIDA PELAS MÃOS DOS MIGANTES DA ANTIGA COLÔNIA

 

PARÓQUIA SANTA TERESINHA - CIRÍACO


















PARÓQUIA SANTA TERESINHA CIRÍACO

A Paróquia Santa Teresinha de Ciríaco, foi criada pelo Bispo de Passo Fundo Dom Cláudio Kolling em 02 de agosto de 1959 e entregue ao encargo Pastoral dos Padres Missionários da Sagrada Família. A área de abrangência da Paróquia Santa Teresinha é a mesma área que compõe o município de Ciríaco. Todos os munícipes de Ciríaco são paroquianos da Paróquia Santa Teresinha e quase todos os paroquianos são munícipes de Ciríaco. Daí vem a razão de citarmos as características de Ciríaco como se fossem as características da Paróquia Santa Teresinha e vice-versa. 

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Por volta de 1890 à 1910 um senhor de nome Ciriaco, depois de uma derrota num duelo de esgrima, refugiou-se na mata. Viveu seus últimos anos e foi enterrado onde se ergue a cidade de Ciriaco. Em 1951, quando a Vila de Passo do Bom Retiro foi elevada à categoria de distrito de Passo Fundo, recebeu o nome de Ciríaco em homenagem ao seu primeiro morador. 

PS: a lenda que o município conta como sendo do senhor chamado Ciríaco

Muitas vezes naqueles tempos como vimos aqui na escritura do grupo de germânicos a gleba não pertencia a esse senhor, mas ele morou ali, tinha a sepultura perto do colégio DAMC e muita gente que agora já faleceu o conheceu

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ASPECTOS FÍSICOS:

 Localizada entre a encosta superior do Nordeste, Planalto Médio e Alto Uruguai, com uma altitude de 840 m acima do nível do mar, a área de abrangência da Paróquia Santa Teresinha pode ser classificada em duas regiões distintas. 

a) A parte centro-norte , que corresponde em torno de 2/3 do espaço, é formada por terrenos ondulados, outrora encobertos por gramíneas entremeadas por pequenos capões de araucária. São terras favoráveis à mecanização e formada em sua maior parte por médias e pequenas propriedades. b) A parte sul, aproximadamente 1/3 dessa área, é formada por terrenos dobrados, pedregosos, com encostas íngremes e impróprias à mecanização e de difícil cultivo. É toda dividida em pequenos lotes de 2 a 25 hectares. 

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ASPECTOS POLÍTICOS: 

Ciríaco desvinculou-se de Passo Fundo em 19 de maio de 1966, pela Lei Estadual 5195 (de 28 de dezembro de 1955). Iniciou com uma área territorial de 453 km². Foi perdendo área com as emancipações de Caseiros, Água Santa, Muliterno e Gentil e hoje conta com 277,8 km². Apesar de poucos serviços disponíveis, foi encontrando alternativas para conseguir o bem-estar dos seus munícipes. Foi o pioneiro na criação de escolas-pólo ou nucleação escolar e estabelecer transporte escolar gratuito a todos os estudantes de 1

e 2º graus. Foi também o primeiro na região a municipalizar toda a assistência médico dentária com atendimento gratuito para todos. Conta hoje com uma escola da APAE e uma Creche Municipal. Apesar de pobre, o município possui uma boa estrutura na oferta do bem-estar social. 

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ASPECTOS SOCIAIS: 

Quando ocorreu a emancipação, Ciríaco contava com aproximadamente dez mil habitantes e hoje conta com cinco mil e trezentos munícipes. Destes, aproximadamente 50% são descendentes de filhos de imigrantes europeus, na quase totalidade italianos. Os outros 50% são um misto de afro-lusos e descendentes de imigrantes europeus. Quase a metade desse contingente reside na cidade de Ciríaco, os demais residem na zona rural, com maior concentração na parte sul do município em torno de 2/3 da população rural do município restrita a 1/3 da área territorial. 

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ANTECEDENTES 


A Paróquia Santa Teresinha foi criada em 02 de agosto de 1959, no entanto, a vivência do catolicismo e o trabalho do sacerdote na região datam aproximadamente de 1830. Aliás, o primeiro marco do catolicismo nesta terra foi cravado pelos índios missioneiros, 1688 a 1777, quando fundaram no Campo do Meio a Capela Nossa Senhora do Loreto- porém em um raio de 80 km de Passo Fundo, o município mãe os jesuítas espanhóis em 1632 começaram a organizar a Redução de Santa Teresa, mas os bandeirantes paulistas chegaram em 1637, a bandeira de André Fernandes e destruiu o sonho desta possivel organização, expulsando os padres espanhóis e preando indígenas para trabalhar como escravizados nas lavouras de São Paulo. (constam nos registros das Missões Jesuíticas), mas na primeira fase das reduções ainda não havia construções, por isso os vestígios que se encontra em toda essa região são casas subterrâneas, atribuídas aos indígenas kaingangs 

. Os tropeiros e criadores de São Paulo e dos campos de Vacaria, que povoaram o Campo do Meio, trouxeram consigo a vivência do catolicismo na forma que era praticado na terra de origem. Juntos trouxeram também as crendices, superstições,, benzedores e outros costumes . Não se tem registro de visitas de Padres em toda a região de abrangência da Paróquia Santa Teresinha até 1930, mesmo com a fundação da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Passo Fundo, 1849, que teve jurisdição em toda essa região até 1939, quando da instalação Paróquia Sagrada Família de David Canabarro. Acontece que, até 1930, não havia nessa região uma Capela organizada. Só havia Capitéis de propriedade de quem adquirisse a imagem do Capitel.

 Nos são legados pela tradição, que a vivência da fé e a prática religiosa era transmitida de geração para geração. Realizavam o culto e os cerimoniais religiosos da mesma forma que eram feitos em suas terras de origem. As festas do Divino, de São João Batista e da Conceição eram realizadas com toda a pompa e motivo para muitos quilômetros de caminhada. Terminada a festa, escolhiam os anfitriões da próxima festa, motivo de disputa em publicidade e pomposidade. A criança era batizada nos primeiros dias de vida por um padrinho, era motivo de festa para toda a vizinhança. O padrinho era respeitado como o próprio pai, em contrapartida ele tinha uma grande responsabilidade e afeição com o afilhado. Era norma da Diocese, que as missas só podiam ser rezadas em igrejas com altar organizado e sobre o qual tivesse a pedra que portasse as relíquias de santos. Mas nos relatos passados de geração em geração, deixa transparecer que em casos especiais, como o de dezenas e dezenas de quilômetros sem Igrejas organizadas, os bispos permitiam que os padres improvisassem um altar, em lugar propício para a celebração da missa e administração dos sacramentos. 

Conta a tradição que desde o início do povoamento, sacerdotes passavam esporadicamente pela região, reuniam os fiéis em sedes de fazendas ou locais mais favoráveis para o encontro de pessoas e ali improvisavam um altar, rezavam a missa, administravam os sacramentos e orientavam os fiéis a permanecerem na fé e a vivenciar os valores cristãos. 

Essas visitas foram se tornando mais frequentes com a criação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Passo Fundo. A notícia da visita de um padre se propagava léguas de distância com muita rapidez e todos queriam ver e ouvir o sacerdote, que para eles, era uma pessoa carismática, muito próxima a Deus e com poderes para abençoar. Conforme relatos, os padres eram rigorosos quanto a prática dos valores cristãos.   Conta-se que  mal o sacerdote se retirava, aproveitavam o grande número de pessoas reunidas para um baile.

 Antes da chegada em massa de filhos de imigrantes europeus, não se formou nenhuma Capela organizada comunitariamente em toda a região de abrangência da atual Paróquia Santa Teresinha. Nos anos 20 deste século, houve a entrada dos filhos de imigrantes italianos, e alguns alemães e poloneses na área que atualmente forma o município de Ciríaco. Em 1922 a 1923 chegaram os primeiros filhos de imigrantes de Veranópolis, Nova Prata e Guaporé , Nova Bassano  e passaram a povoar os lotes do projeto de colonização do Passo do Bom Retiro, feito por João Corso e Augusto Picolli, também filhos de imigrantes de Serafina Corrêa. Aqui viveu e morreu um senhor chamado Ciriaco, cujo nome o município recebeu, sendo um de seus primeiros moradores. No centro do loteamento colonial lotes de 25 a 30 hectares, ficou reservado uma área para a formação de um núcleo urbano, hoje cidade de Ciríaco. Com o assentamento dos primeiros colonos, o local passou a receber a visita dos Padres Palotinos, que atendiam a Paróquia da Conceição desde 1902, duas vezes ao ano. Como ainda não havia Capela construída, rezavam a missa e hospedavam-se na casa do Sr. Luiz Barea e depois o genro deste, Hermínio Bonamigo. Em 1930, a comunidade reunida construiu uma tosca Igrejinha de tábuas lascadas, no local hoje em frente a atual Casa Paroquial, na esquina das ruas Menino Deus e Joaquim de Oliveira Neto, como padroeira, Santa Teresinha, doada por uma pessoa devota. Todos os lotes do projeto de colonização foram sendo ocupados por colonos italianos. O núcleo urbano foi crescendo e a capela tornou-se o ponto de encontro da área do projeto e vizinhança. Aos domingos, a comunidade reunia-se ali para rezar o terço e a encarregada da catequese aproveitava para ensinar o catecismo às crianças. A pequena Igrejinha tornou-se o centro de encontros da comunidade. Ali se rezava o terço, celebrava-se cultos, casamentos, encontro de visitas importantes e em 1932, o registro da primeira Visita Pastoral em solo Ciriaquense, pelo bispo Dom Antônio Reis de Santa Maria. Como era a única Igreja organizada na região, as festas eram motivo de grande concentração de fiéis de todo o projeto e vizinhança. Aos poucos a vila foi crescendo, cemitério, escola.  A escola na área do atual município, farmácia, hospital, junto também ia tomando corpo o desejo da instalação de uma Paróquia com jurisdição da região, hoje Ciríaco, David Canabarro e Muliterno, que ficavam de 70 a 90 quilômetros distantes da Matriz da Conceição em Passo Fundo. A disputa deu-se entre a Vila do Bom Retiro e a Localidade "35", do outro lado do no São Domingos. Em 1939, os Padres da Sagrada Família, que assumiram a Paróquia da Conceição de Passo Fundo, mostraram interesse de permanência de um sacerdote na região para dar atendimento espiritual a área que corresponde hoje aos municípios de Ciríaco, David Canabarro e Muliterno. Ciríaco, nesta época, já era uma vila com comércio forte, capela organizada, era centro comercial da região, até mesmo da sede "35", que nessa época tinha somente três casas. A igrejinha era tão pequena que era tida como capitel. No entanto, os padres optaram em ficar na sede "35", hoje cidade de David Canabarro, justificando que a região era organizada em Capelas Comunitárias. Construíram uma Igreja de madeira mais ampla e a casa do sacerdote. O Padre Germano Classen foi designado pelo provincial como Provedor até à instalação da Paróquia da Sagrada Família em 1944, pelo bispo de Santa Maria Dom Antônio Reis. 

Ciríaco passou a integrar a Paróquia Sagrada Família. As missas tornaram-se frequentes e as visitas no hospital sempre que chamado. A proximidade da Paróquia e a presença constante do sacerdote não se fez sentir só na comunidade da Capela Santa Teresinha. Todo o interior do atual município de Ciríaco passou a ser organizado em comunidade de capelas. Foi sob a jurisdição da Paróquia Sagrada Família da Sede "35", que foram organizadas as Comunidades da Capela Sagrado Coração de Jesus de Campo Alegre, Nossa Senhora das Graças de Passo das Pedras, São Sebastião do Quarain, Santa Rosa de Lima, São Sebastião da Raia da Várzea, Santa Cruz de Cruzaltina, Imaculada Conceição e São Salvador. A Capela de São João Bosco foi fundada pelo Monsenhor João Benvegnú em 1938 e integrou a Paróquia de São Domingos até 1955, quando também foi integrada à Paróquia Sagrada Família da Sede "35". A fundação da paróquia com sede em "35" não esmoreceu os ânimos de Ciríaco também sediar uma Paróquia. Com a criação da Diocese de Passo Fundo em 1949, a aproximação do bispado tornou mais intensa a pressão para a designação de um sacerdote para Ciríaco, que a partir de 1951, foi elevado a distrito de Passo Fundo. No final da década de 1950, a comunidade Ciriaquense começou a construção de um templo amplo, em alvenaria, que hoje constitui o cartão postal Ciriaquense. Em 02 de agosto de 1959, se concretizava enfim o grande anseio Ciriaquense, e Dom Cláudio Kolling e o Provincial da Sagrada Família, davam posse ao Pé. Elpídio Sulzbach, como primeiro vigário da Paróquia Santa Teresinha de Ciríaco. Se passaram 130 anos de prática e vivência na fé, sempre conduzidos e orientados por sacerdotes. No início, visita esporádica e intensificando-se com o correr do tempo, mas que enfim concretiza o sonho da presença constante da pessoa, da palavra e da liderança de um sacerdote. A resposta foi imediata, Ciríaco iniciou uma nova vida, um novo tempo, tanto no campo espiritual e religioso como no social, político e econômico. 

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CRIAÇÃO DA PARÓQUIA 


Em 02 de agosto de 1959, em ato solene, foi criada a Paróquia Santa Teresinha de Ciríaco, pelo Bispo Diocesano de Passo Fundo, Dom Cláudio Colling, e entregue aos cuidados Pastorais dos Missionários da Sagrada Família, na pessoa do Pe. Elpídio Sulzbach, sob os aplausos da população, que vibrava por sentir concretizado um longo e sonhado desejo: a presença de um sacerdote e a fundação da Paróquia em Ciríaco. Realmente a presença de um sacerdote hábil, inteligente, dinâmico e de vontade férrea, provocou uma explosão de entusiasmo em todos os paroquianos e foi marco de um novo perfil da vivência espiritual e religiosa da sociedade Ciriaquense como um todo. 

Preocupado, acima de tudo com o seu apostolado evangelizador, o Pe. Elpídio iniciou pelo conhecimento de toda a Paróquia. Passou por todas as capelas, visitou todas as famílias e fez contato, reorganizou e acompanhou todos os movimentos de vivência da fé e assistência social, equipes de catequese, liturgia e direção da Matriz e de todas as Capelas. Formou uma equipe de ajuda e assessoria ao Pároco para relacionamento e integração entre Matriz e Capelas. Concluiu as obras da construção do templo da Matriz. Dedicou-se com afinco no planejamento e construção de um espaçoso salão Paroquial em alvenaria e com dois pisos. Ele próprio, em horas livres, acompanhava, carregava tijolos, massa e o trabalho que fosse necessário. A parte térrea do salão ficou destinada para festas, com cozinha, copa, dependência para um zelador com a família. O piso superior, com uma enorme sala para projeção de filmes, apresentação de teatros, apresentações e reuniões da sociedade para todos os fins. Do outro lado, também no segundo piso, uma sala para o funcionamento do Clube Social Ciriaquense. Hoje, a parte superior forma um enorme salão para qualquer promoção, como: bailes, jantas, casamentos, reuniões importantes... A parte inferior, salas de catequese, sala para festas populares, cozinha, açougue, churrasqueiras e banheiros. 

Ciríaco crescia e necessitava se expandir. A emancipação política era requisito fundamental. Encontrou-se no Pe. Elpídio o líder necessário para o sucesso do empreendimento de tamanha envergadura. Lá estava ele divulgando as vantagens, organizando grupos de propaganda, programando o perfil do mapa de Ciríaco, juntando documentos necessários e liderando todos os contatos com órgãos e autoridades competentes. O trabalho de emancipação não foi um mar de rosas. As opiniões divergiam, no entanto, o plebiscito de 03 de outubro de 1965 consagrou vitoriosa a campanha emancipacionista, reconhecida pela lei estadual 5195 (21/12/1965) e a instalação solene em 19 de maio de 1966. 

O trabalho do Pe. Elpídio não parou aí. Além da sua maior preocupação "o apostolado" abraçou com ardor a campanha por uma escola ginasial em Ciríaco, para que a juventude Ciriaquense pudesse ter seqüência do ensino primário. As tentativas de se conseguir uma escola pública de ensino ginasial, hoje 5

do ensino fundamental malograram porque o estado não tinha uma política educacional pública de ensino ginasial científico e técnico grau), a não ser em cidades maiores ou pontos especiais. Esses graus de formação estavam à mercê de escolas particulares. A melhor possibilidade encontrada para um curso ginasial em Ciríaco era através do CNEC (Campanha Nacional de Escolas Comunitárias). Ali estava novamente o Pe. Elpídio fazendo a linha de frente, buscando sócios, divulgando as vantagens, fazendo contato com órgãos do CNEC e providenciando a documentação necessária. Iniciou o funcionamento da Escola Ginasial Ceenecista Castelo Branco em Ciríaco. Não pode ser esquecido o trabalho do Pe. Elpídio na fundação do sindicato dos trabalhadores rurais, a começar com a Frente Agrária Gaúcha, sonho que ele acalentava de ver os trabalhadores rurais organizados e representados em classes. Em 1946, um grupo de ciriaquenses em sociedade, construíram um hospital, que se tornou o centro de atendimento médico e hospitalar da região. Em 1966 o Pe. Elpídio intermediou a venda, por um preço simbólico, do hospital para a Sociedade das Irmãs do Divino Salvador, que até hoje oferecem um excelente atendimento aos doentes e na assistência social. Conseguiu também convencer os proprietários a destinarem o valor da venda do hospital nas obras de construção da sala do Salão Paroquial, destinadas ao Clube Social Ciriaquense. 

Todos os Padres que passaram por essa Paróquia, a iniciar pelo Pe. Elpídio até o atual vigário, o Pe. Leopoldo, dedicaram todas as suas forças pelo bem estar espiritual e sócio econômico de todos os seus paroquianos. O Pe. Elpídio, o pioneiro, encontrou uma sociedade em formação, com sua habilidade e liderança, cravou a pilastra da formação da sociedade Ciriaquense em todos os aspectos. No entanto, todos os demais sacerdotes que atuaram como Pároco desta Paróquia, já com um nível cultural e sócio-econômico muito diferente, deram sua grande contribuição para o aperfeiçoamento e consolidação de tais condições. Em todas as promoções, projetos e conquistas da sociedade Ciriaquense, sempre esteve presente a participação do sacerdote da Paróquia. No entanto, todos os sacerdotes que sucederam o Pe. Elpídio dedicaram mais o seu empenho no Apostolado da Catequese e na melhoria da assistência espiritual e religiosa dos seus paroquianos. Foi construída uma nova Casa paroquial mais ampla e acolhedora, o salão também sofreu uma adaptação às necessidades pastorais e sociais de nossos dias. Foi, acima de tudo, no campo da evangelização e das vivências da fé que se concentraram todos os esforços dos Párocos que por aqui trabalharam. Envolvidos na nova Pastoral da Diocese, reuniram-se sempre com colegas da Área Pastoral de Tapejara, depois Casca e juntos elaboraram uma nova proposta de apostolado evangelizador. As comunidades de Capelas tornaram-se verdadeiras Comunidades Eclesiais de Base, capazes de levar adiante a vivência na fé e a prática da religiosidade na forma das primeiras Comunidades Eclesiais. Cada comunidade tem organizado um conselho com diferentes competências para planejar e conduzir a caminhada do apostolado de fé e evangelização de fiéis. Esse conselho é formado por uma diretoria responsável, pela organização do espaço dos encontros comunitários, como templos, salões, dependências para o convívio social da comunidade, representar as comunidades e oferecer os recursos e condições para as demais equipes da pastoral da liturgia e catequese. A Igreja Matriz também tem o seu conselho na forma das Capelas. Um membro do conselho de cada capela e um do conselho da Matriz forma o Conselho Paroquial com assessoria do sacerdote para conduzir a caminhada do trabalho Pastoral da Paróquia. Todas essas equipes de capelas e da Matriz, se reúnem para encontros de preparação sob orientação do Padre e assim aperfeiçoar cada vez mais a ação evangelizadora e vivência em cada comunidade. No aspecto vocacional, durante todos esses anos, foram intensificados os trabalhos pastorais de esclarecimento da vida sacerdotal e religiosa. Como resultado desta pastoral, a Paróquia Santa Teresinha conta hoje com dezenas de Irmãs Religiosas, seis cinco sacerdotes de diversas congregações, além de dezenas de jovens que se preparam para a vida religiosa. A cidade de Ciríaco é abençoada pelo Cristo Redentor, monumento fixado no ponto mais alto da cidade e que é motivo de peregrinação e visitas de quem por aqui passa. 

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CONCLUSÃO A Paróquia Santa Teresinha, com suas dezessete comunidades e a Matriz, é formada de um povo simples, есonomicamente pobre, mas muito acolhedor, oportunizando um trabalho de evangelização profícuo. O Sacerdote constitui um papel importante na formação política e social do município. A paróquia Santa Teresinha, compõe-se das seguintes Capelas: 

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  • São João Bosco 

  • Santa Bárbara 

  • São Paulo 

  • São Roque 

  • Santa Cruz (Cruzaltinha) 

  • São Valentin (Gramadinho) 

  • São Salvador 

  • São João Batista 

  • Santo Antonio do Geremias 

  • São Sebastião do Quarain 

  • N. Sra. da Conceição 

  • Santa Rosa de Lima 

  • N. Sra. de Lurdes (G. Bom Retiro) 

  • São Sebastião (Raia da Várzea) 

  • N. Sra. de Fátima 

  • N. Sra. das Graças (P. das Pedras) 

  • S. Coração de Jesus (Campo Alegre) 

  • Sto Expedito 


Foram os seguintes Sacerdotes que atuaram na Paróquia Santa Teresinha de Ciríaco até a presente data: 

Sacerdote

Período

Pe. Elpídio Sulzbach

02/08/1959 a 07/01/1962

Pe. Zygfryd Zlonkosky

07/01/1962 a 21/10/1962

Pe. Elpídio Sulzbach

21/10/1962 a 15/12/1970

Pe. Hugo Pedro Schnorr

15/12/1970 a 21/12/1972

Pe. Jacob Inácio Kehl

21/12/1972 a 31/01/1976

Pe. Silvano Schoenberger

31/01/1976 a 21/04/1979

Pe. Avelino Heck

21/04/1979 a 04/03/1986

Pe. João Inácio Kolling

04/03/1986 a 17/01/1988

Pe. Camilo Backes

17/01/1988 a 04/03/1986

Pe. Ledorino Baraldi

17/01/1988 a 14/01/1996

Pe. Roque João Bieger

14/01/1996 a 21/02/1999

Pe. Leopoldo Santinon

21/02/1999


Elaborado pelo Professor David Resmini Revisado pelo Pároco Leopoldo Santinon Ciríaco 07/08/2000


DADOS RECENTES DO ULTIMO CENSO, SEGUNDO O IBGE:

O último Censo Demográfico realizado pelo IBGE registrou que Ciríaco (RS) possui 4.149 habitantes. [1]
Indicadores Oficiais do Censo

  • População: 4.149 pessoas no levantamento oficial do IBGE Cidades.
  • Queda demográfica: Redução de -15,77% comparado ao Censo de 2010.
  • Densidade demográfica: 15,12 habitantes por quilômetro quadrado (\(hab/km^2\)).
  • Posição estadual: 302º município mais populoso do Rio Grande do Sul. [1, 2]


-FONTE DE PESQUISA_ O LIVRO DE DAVI RESMINI E PADRE lEOPOLDO

-ANA MARIA SEGANFREDDO- HISTÓRIA ORAL


PARÓQUIA SANTA TERESINHA DE CIRÍACO- UMA IGREJA CONSTRUIDA PELAS MÃOS DOS MIGANTES DA ANTIGA COLÔNIA

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